segunda-feira, 28 de maio de 2012

A volta da rainha


No início do ano, Rita Lee anunciou sua aposentadoria dos palcos, deixando muitos fãs tristes, entre eles: eu.
Mas pelo visto, Rita voltou atrás na decisão. Ontem (27), seu marido e guitarrista, Roberto de Carvalho publicou em seu facebook que estão preparando uma nova turnê:


"Bom, amigos, estamos nos momentos que precedem o começo dos preparativos de uma nova tourné que deverá vir pela frente, o momento da idealização, do sonho, do imaginar, projetar, e está sendo muito bom. Contamos com os bons pensamentos e a inspiração que vocês sempre nos contemplam!!! Beijos a todos e até breve com novas notícias!!!"

O Brasil inteiro pediu a volta da rainha ao som de #REZA.
Obrigado, majestade!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Paciência


Sábado, 12 de maio de 2012:

Fim de férias em Maceió.

15h00: Check in no aeroporto.

17h00: Embarque.

Assento 32A. Pronto para voar. 15 minutos... 30 minutos... 40 minutos. O comandante da aeronave informa: "Senhores passageiros... (bla bla bla)... estamos com um probleminha técnico, que deve ser resolvido em breve. É apenas um problema no sistema de rota". Logo os passageiros demonstravam preocupação. Eu, na última fila do avião, observava várias reações. Desde piadinhas (aqueles que adotam o 'rir pra não chorar') até os que assumem o choro. Não demorou para um dos passageiros criar confusão. Foi até a cabine do piloto, que estava fechada. Batia com força, gritava, xingava. O comandante saiu, e começou o caos no avião. Todos falando ao mesmo tempo, gritos, crianças chorando... e o passageiro exaltado ganhando seguidores enquanto protestava: "Quem vai querer voar num avião desse? Porra, abre essa porta que eu vou descer e acho que qualquer pessoa normal também". Bem, acabei de descobrir que não sou normal. Eu estava tranquilo. Até demais. Não queria saber de confusão, só queria que o problema estivesse resolvido e que pudéssemos voar logo. O senhor exaltado desceu, e levou com ele 29 passageiros. O comandante anuncia: "Senhoras e senhores, informamos que o problema técnico está resolvido,..." - Finalmente, vamos decolar! Que nada. - "... porém, teremos que aguardar a retirada das bagagens de 30 passageiros que deixaram a aeronave". Droga! Peguei meu i-pod pra passar o tempo. Lista de reprodução > aleatório. Não havia música mais apropriada pra situação. Patience, do Guns N' Roses. "All we need is just a little patience". Quase duas horas depois, decolamos, rumo a Guarulhos. Mas, como diria Charles Gavin: "Essa é uma outra história".



sábado, 14 de abril de 2012

Brunocos entrevista: Kid Vinil

Antônio Carlos Senefonte, mais conhecido por Kid Vinil, ficou famoso nos anos 80 como vocalista do grupo Magazine, com as canções "Tic Tic Nervoso", "A Gata Comeu", "Sou Boy" e "Glub Glub No Clube". Kid Vinil é cantor, radialista, compositor e jornalista.
Confira a entrevista com o "boy" Kid Vinil!

Quando você começou a se interessar pela música?
Eu cresci numa família bem musical, meus tios gostavam de Elvis e muito rock and roll, meus primos Beatles e daí comecei a me interessar por rock. Na escola já ouvia Beatles com os colegas, durante minha adolescência, e curtiamos Hendrix, Doors, Janis Joplin, etc.

Como o Antônio Carlos Senefonte virou Kid Vinil?
Foi para um programa de radio em 1978, fiz um teste na extinta radio Excelsior para apresentar um programa de punk rock e new wave. Precisava de um apelido, pois como Antonio Carlos nao ia rolar, daí um produtor chamado Pena Schmidt, que trabalhava comigo na Gravadora Continental, inventou comigo o apelido Kid Vinil, que veio de duas ideias: a de um manager do The Clash chamado Kosmo Vinyl e de um 
DJ da BBC de Londres chamado Kid Jensen, daí fizemos um bem bolado e criamos o Kid Vinil.

Nos anos 80, houve uma explosão de bandas, entre elas a "Magazine", da qual você fez parte. O que essa geração representa pra você?
Foi uma das melhores fases da minha vida, experimentei o sabor do sucesso, da super exposição na mídia, viajamos o Brasil inteiro, todos cantavam nossas musicas de norte a sul, era incrível. Foi uma experiência que jamais esquecerei e aprendi muito com isso.

Em 2009, você lançou o "Almanaque do Rock". Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre a história do rock?
Foi da propria Editora, a Ediouro, eles me contataram para fazer um livro no formato Almanaque, pra fazer parte da série de almanaques que eles editaram. Achei legal a ideia e parti pro livro. Como por coincidência já tinha apresentado na decada de 90 uma série pra TV Cultura sobre a historia do rock, tinha muita coisa ja escrita sobre cada década, foi só colocar em ordem e partir pro livro.

Você comentou comigo que viu aqui no blog uma postagem sobre o "A Nod Is As Good As A Wink..." do The Faces, e que esse disco marcou sua vida. Pode citar alguns discos que marcaram sua vida?
O primeiro deles foi o álbum branco dos Beatles, eu tinha meus 13 anos e um amigo português recebia uns dólares de sua tia que morava na américa. Certo dia pegamos essa grana e saímos pela cidade em busca do álbum branco. Foi um choque, o disco mostrava os Beatles atirando pra todos os lados, é realmente um clássico.
Na década de 70 teve vários: Paranoid do Black Sabbath, Slade Alive, Willie and the Poor Boys do Creedence Clearwater Revival, Lola vs the moneygoround dos Kinks (esses eram discos comprados com meu dinheirinho suado de office-boy).

Existe muita coisa boa rolando pelo mundo, inclusive no Brasil, porém não tão expostas. Que som você tá curtindo e gostaria de indicar?
Minhas bandas favoritas no momento são: uma americana chamada "Alabama Shakes". Outra também americana chama-se "The Men". Uma irlandesa chamada "The Minutes" e uma escocesa chamada "Django Django". Daqui tenho ouvido poucas coisas, nao lembro de nada que me fez a cabeça recentemente.

Como você analisa, não só a cena do rock, mas a cena musical hoje no Brasil?
Na verdade estou um pouco distante disso, tenho me interessado mais por rock lá de fora e relançamentos de coisas clássicas do rock do que necessariamente coisas brasileiras. Curto os relançamentos brasileiros como as coletâneas da Groove Records de Portugal chamada "Brazilian Nuggets vols 1 e 2". Ah sim, e gosto dos "Haxixins".

Você tem um projeto bacana, o "Kid Vinil Xperience". Explique um pouco o que é o "Kid Vinil Xperience"?
Essa banda nós formamos pra tocar claro as coisas do Magazine e do Verminose, e regravar coisas obscuras do rock. Lançamos um cd chamado "Time Was" só com regravações de obscuridades de varias epocas. Agora queremos lançar um cd de nuggets brasileiros, até o final desse ano.

E pro futuro, quais são os seus projetos?
Então, esse cd e um dvd ao vivo, vamos ver se ate o final do ano eles se concretizam.

Para o Kid Vinil, a vida é ... (?)
Rock and roll e muitos discos.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Brunocos entrevista: João Estrella


João Guilherme Estrella ficou conhecido pelo livro "Meu Nome Não É Johnny", e pelo filme homônimo, onde João é representado pelo ator Selton Mello. 
As obras retratam seu envolvimento com o tráfico de drogas e sua reabilitação após a prisão.
Conheça agora um pouco mais sobre João Estrella 


Como foi seu primeiro contato com as drogas? O que te levou a isso?
Com 14 anos, maconha. O que me levou a usar foi a curiosidade e atração pelo proibido.

Em que momento você decidiu revender drogas?
Eu não tomei uma decisão definitiva. Me ofereceram um pouco, depois um pouco
mais e aí aprendi o negócio e segui. Não foi uma decisão de forma pensada e se tivesse sido uma decisão, teria sido contrária.


Isso cresceu tanto, que você chegou a ser considerado um "barão do pó", sem uma mega estrutura. Como você administrava isso?
De forma caótica e mais desorganizada possível. A única coisa certa era honrar os compromissos e gastar os lucros.

Quando foi preso, a princípio você ficou com membros do Comando Vermelho. O que você sentiu e viveu nesse período?
24 horas de tensão durante 4 meses, praticamente sem ver o sol, com pancadarias constantes e a luta pela conquista de confiança para poder estar ali.

Depois você foi pro manicômio. Qual era a maior dificuldade em estar num ambiente assim? Teve medo de realmente enlouquecer?
Desde antes, na PF, percebi que manter a sanidade seria o duelo mais difícil, e no manicômio você tem que se testar o tempo todo para não sucumbir ao entorno.

Quando você se livrou das drogas, do tráfico...?
Assim que fui preso, em 95. A perda da liberdade muda o foco, e apesar
de no manicômio ter tudo, a retomada do seu destino, reconquistando a liberdade se torna
um objetivo bem mais interessante do que ficar se alienando com cocaína. Aquela é uma realidade que nenhuma droga te faz ter a sensação de fuga.


Como surgiu a ideia de lançar um livro?
Esse lance de livro eu acho que passa na cabeça de todo maluco que viveu demais. Quem realmente tornou isso real foi o Guilherme Fiuza, jornalista que em 2002 me propôs entrar em mais essa aventura.

Você esteve presente nas gravações do filme. De que forma você colaborava? O filme é um retrato fiel?
O filme retrata muito bem e o livro é o retrato fiel. Estive na gravação de várias cenas e foi muito bom. Pude colaborar um pouco conversando com os roteiristas e o Selton, quando era solicitado.

Em 2008 você lançou o disco "Meu Nome é João Estrella". Você sempre teve essa ligação com a música?
Sim. Estudei canto durante muito tempo e toco violão há 35 anos.

E sua vida atualmente? Continua trabalhando com música? Quais são seus projetos pro futuro?
Vou lançar um disco e um livro de poesias esse ano ainda. Faço palestras, shows e trabalho atualmente também com orientação e aconselhamento para todas as idades, mas
principalmente para jovens.


Para o João Guilherme Estrella, a vida é ... (?)
...e sempre foi maravilhosa.

João, obrigado pela atenção. Admiro muito sua história de superação e tudo mais. Te desejo todo sucesso. Um abraço!
Obrigado e tudo de bom pra você e para quem te lê. Abraços,
J*



sexta-feira, 16 de março de 2012

Lentes Magnéticas - Arnaldo Baptista


Galeria abre primeira exposição individual do músico e artista plástico Arnaldo Baptista

Dedicado às artes plásticas, Arnaldo Dias Baptista, ex-líder de Os Mutantes, expõe obras criadas ao longo de 30 anos durante a mostra “Lentes Magnéticas”

No próximo dia 24 de março, sábado, a Galeria Emma Thomas abre a exposição ‘Lentes Magnéticas’, do músico e artista plástico Arnaldo Dias Baptista, em São Paulo. Aos 63 anos, Arnaldo Dias Baptista apresenta, em sua primeira exposição individual, desenhos e pinturas criados ao longo de 30 anos.


Dragão, 2000 
A exposição “Lentes Magnéticas” faz parte de um projeto que prevê ainda o lançamento de um livro em 2013, contendo fotos e fichas técnicas das 120 obras da série. A mostra, em cartaz até 20 de abril, conta com cenografia assinada pelo arquiteto e especialista em projetos museográficos, Alvaro Razuk. 

Foi a partir de 2010 que, representado pelas galeristas Flaviana Bernardo e Juliana Freire, da galeria Emma Thomas, Arnaldo Dias Baptista passou a integrar o circuito oficial das artes plásticas. O artista participou de duas exposições coletivas, da SP-Arte (2010) e da mostra de inauguração do espaço das galerias Baró e Emma Thomas (2010), na Barra Funda, em São Paulo. Em 2011, Arnaldo participou novamente da SP-Arte, ao lado de jovens artistas. Ainda em 2011, suas obras foram expostas na ArteBA, feira de arte contemporânea em Buenos Aires.

“Lentes Magnéticas” (2012) se aproxima das discussões de arte naïf, arte bruta, folk art ou outsider art. A estética se mantém com códigos similares aos de artistas como Henry Darger (1892-1973) e o multidisciplinar Devendra Banhart. “Nunca se poderá definir com precisão este vasto universo, de força e mitologia únicas ou reduzi-lo a uma categoria. Como dizia Jean Dubuffet, ‘a arte por essência é novidade (...). Só um regime é salutar à criação artística: o da revolução permanente’”. 

Segundo Juliana Freire, as obras de Arnaldo Dias Baptista refletem sua filosofia, poesia, senso de humor e criatividade vanguardista, características já conhecidas em sua carreira musical. “Arnaldo trabalha de forma espontânea, experimental e com ênfase no imaginário fantástico. A expressividade através do uso de cores e texturas permeia tanto o universo da psicodelia, da metafísica, quanto da arte contemporânea”, comenta a galerista.

Da série Lentes Magnéticas,1994 
‘’Quando eu pinto, por vezes tenho inspirações vindas do meu conhecimento musical e, em outros casos, são inspirações visuais. É a expressão do que a minha alma diz sobre o sol, sobre as nuvens... Eu construí esse novo caminho de criação, por enxergar minha alma de uma forma que conecta a música às artes plásticas. Por exemplo, a música pode ser um presente quando ela maximiza a perfeição do significado da conjunção entre som e luz, como se pudesse ser, quem sabe, um som visual’’, observa Arnaldo Baptista.

Flaviana Bernardo, galerista da Emma Thomas, acredita que, com forte narrativa, ousadia e liberdade, o trabalho do artista apresenta uma ligação com o místico e o primitivo por meio de uma simbologia própria. “Arnaldo não passa por filtros como outros artistas. Seus desenhos e pinturas se aproximam muito da escrita, como uma fábula. Há uma característica bruta, intensa”, comenta.


O músico Arnaldo Dias Baptista
Em outubro de 2011, Arnaldo voltou aos palcos com o show “Arnaldo Dias Baptista Solo Voador”, no Sesc Belenzinho-SP. Ao piano de cauda, tocou e cantou quase à capela. No repertório, desfilou canções como “Cê Tá Pensando que Eu Sou Loki?”, “Não Estou Nem Aí”, “Jesus Come Back to Earth” e “Balada do Louco”, além das inéditas “I Dont’ Care” e “Walking in the Sky”, que estarão em seu novo álbum, Esphera. Os ingressos esgotaram duas horas após abertura da venda antecipada.

Lentes Magnéticas, de Arnaldo Dias Baptista @ Galeria Emma Thomas
Abertura: 24 de março de 2012, das 11h às 17h
Período expositivo: 24 de março a 20 de abril
Rua Barra Funda, 216, Barra Funda – São Paulo
www.emmathomas.com.br
De terça-feira a sexta-feira, das 11h às 19h; sábados das 11h às 17h
Entrada gratuita / Livre
 

quinta-feira, 15 de março de 2012

RAUL - O INÍCIO, O FIM E O MEIO


Maluco beleza, pai do rock brasileiro, radical, genial. Não são poucos os rótulos e adjetivos que cercam a trajetória de Raul Seixas. Nascido em Salvador em 1945, cresceu apaixonado pelo rock n'roll, imitando Elvis Presley, com brilhantina no cabelo e gola da camisa levantada. Ao morrer, em São Paulo, em 1989, deixou um legado de centenas de músicas, 21 lps e uma legião de fãs de várias gerações - de seus contemporâneos a jovens que nasceram após a sua morte.

RAUL - O INÍCIO, O FIM E O MEIO, de Walter Carvalho, apresenta uma fascinante investigação sobre a vida pessoal e profissional de uma das maiores lendas do rock nacional através de imagens inéditas de arquivos e 54 entrevistas realizadas em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro e também no exterior (Suíça e Estados Unidos) reunindo ex-mulheres, filhos, amigos de infância, músicos, profissionais da área musical e parceiros, como o escritor Paulo Coelho.

Prêmio de público e Prêmio Itamaraty de melhor documentário brasileiro da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo / 2011, RAUL - O INÍCIO, O FIM E O MEIO, uma produção A.F. Cinema, foi idealizado por Denis Feijão e produzido por Alain Fresnot e Denis Feijão. Com direção de fotografia de Lula Carvalho, co-direção de Evaldo Mocarzel e do roteirista Leonardo Gudel, o filme tem co-produção Paramount Pictures, VH1, Elixir Entretenimento, Cinecolor Digital, TV Cultura, Locall, TC Filmes, Haikai de Cinema. Apoio promocional Globo Filmes.

Uma distribuição Paramount Pictures. 

Pré-estreia: 15 MAR
Estreia nacional: 23 MAR

Acesse RAUL.MOBZ.ME, clique em QUERO VER e ajude a levar o filme para sua cidade no dia 23.