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sábado, 11 de agosto de 2012

A culpa


"Nosso futebol continua virgem de olimpíadas."

Por falta de tempo, não consigo acompanhar os jogos olímpicos de Londres. Assisti somente a segunda etapa da final entre Brasil e México, acompanhado do meu amigo Raoni Ricci, em nosso escritório. Mantivemos a esperança até o fim, acreditando no gol de empate da nossa seleção. Nossa ótima seleção - sem ironia.

Fim de jogo. México é ouro!

Nada melhor que tirar a tarde para ir ao barbeiro (ou cabeleireiro... enfim) ouvir opiniões alheias sobre futebol, com a desculpa de cortar o cabelo, fazer a barba... qualquer coisa.

"Essa seleção é uma vergonha!".

"Essa 'gurizada' é boa, faltou sorte".

"A culpa é do Mano!".

"Não, a culpa é da defesa!".

"O ataque que não presta."

"A culpa é do Mick Jagger." ...


Diversas opiniões, infinitos culpados. 
É, temos o dom, a naturalidade, o poder de culpar. A culpa que nunca nos cai bem. A culpa.

A Culpa (Nação Zumbi)
Álbum: Fome de Tudo (2007)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Marcelinho pão e vinho

"...guitarrista gourmet, malandro sommelier."

Um cara que infelizmente não tive o prazer de conhecer pessoalmente.
Infelizmente mesmo.
Partiu há exatos 11 anos.

Guitarrista, escritor, gourmet, comentarista de futebol. São paulino fanático.

Nasceu no dia 3 de dezembro de 1961, em São Paulo.
No final dos anos 70, no colégio Equipe, conheceu uma galera doida, que queria fazer barulho, música, teatro, poesias, artes plásticas... qualquer coisa.

Garotos que desejavam o mundo. Garotos que conquistaram o mundo. 
Garotos que viraram Titãs!

Marcelo Fromer é - sempre será - sinônimo de alegria, irreverência, inteligência e vida.
Um legítimo titã!

O guitarrista gourmet não morreu. Continua vivo no coração dos fãs, amigos e familiares; na música brasileira; na alma dos Titãs.


Valeu, Marcelo Fromer!


Este post é dedicado à Alice, Max e família Fromer; Titãs e fãs; com carinho.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Paciência


Sábado, 12 de maio de 2012:

Fim de férias em Maceió.

15h00: Check in no aeroporto.

17h00: Embarque.

Assento 32A. Pronto para voar. 15 minutos... 30 minutos... 40 minutos. O comandante da aeronave informa: "Senhores passageiros... (bla bla bla)... estamos com um probleminha técnico, que deve ser resolvido em breve. É apenas um problema no sistema de rota". Logo os passageiros demonstravam preocupação. Eu, na última fila do avião, observava várias reações. Desde piadinhas (aqueles que adotam o 'rir pra não chorar') até os que assumem o choro. Não demorou para um dos passageiros criar confusão. Foi até a cabine do piloto, que estava fechada. Batia com força, gritava, xingava. O comandante saiu, e começou o caos no avião. Todos falando ao mesmo tempo, gritos, crianças chorando... e o passageiro exaltado ganhando seguidores enquanto protestava: "Quem vai querer voar num avião desse? Porra, abre essa porta que eu vou descer e acho que qualquer pessoa normal também". Bem, acabei de descobrir que não sou normal. Eu estava tranquilo. Até demais. Não queria saber de confusão, só queria que o problema estivesse resolvido e que pudéssemos voar logo. O senhor exaltado desceu, e levou com ele 29 passageiros. O comandante anuncia: "Senhoras e senhores, informamos que o problema técnico está resolvido,..." - Finalmente, vamos decolar! Que nada. - "... porém, teremos que aguardar a retirada das bagagens de 30 passageiros que deixaram a aeronave". Droga! Peguei meu i-pod pra passar o tempo. Lista de reprodução > aleatório. Não havia música mais apropriada pra situação. Patience, do Guns N' Roses. "All we need is just a little patience". Quase duas horas depois, decolamos, rumo a Guarulhos. Mas, como diria Charles Gavin: "Essa é uma outra história".



domingo, 6 de novembro de 2011

Whiskey Bar


* "Bom, mostre-me o caminho para o próximo bar de uísque. Oh, não pergunte porquê... Mas se a gente não achar um próximo bar de uísque, eu te digo que devemos morrer."

Alguns dias atrás, lendo a Istoé, me deparei com uma pequena notícia que me surpreendeu: "Mulher de 92 anos não prova que tem mais de 18 e fica sem uísque".
Se trata de Diane Taylor, uma senhora que tentou comprar uísque, na Inglaterra, e não conseguiu, por não provar à vendedora que tinha mais de 18 anos. Que absurdo! Que vendedora insensível! Pior que tirar doce de criança, é tirar uísque de senhoras de 92 anos.
Se Jim Morrison soubesse disso, ficaria indignado, certamente. Cantaria a canção do Alabama com Diane.

QUIZ(que)
Qual o problema da vendedora?
a) Bebeu tanto uísque que confundiu a senhora de 92 anos com uma adolescente.
b) Pensou que se tratava do Curioso Caso de Benjamin Button.
c) É uma grande f.d.p.

* Alabama Song (Whiskey Bar) é uma canção da peça Hauspostille (1927) e da ópera de Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny (A Ascenção e a Queda da Cidade de Mahoganny - 1930), regravada anos mais tarde por David Bowie e The Doors.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rock Star



"Em 5 de abril de 1994, o corpo de Cobain foi descoberto em sua casa, em Lake Washington, por um eletricista que tinha chegado para instalar um sistema de segurança. Apesar de uma pequena quantidade de sangue que saia da orelha de Cobain, o eletricista relatou não ter visto qualquer sinal visível de trauma e, inicialmente, acreditava que Cobain estava dormindo, até que viu a arma apontanda para o queixo." *

Penso se esse foi o último dos rockstars. Possivelmente. A verdade é que após Kurt, nunca mais vi uma figura emblemática no rock, um astro, uma estrela. Se alguém conhece, por favor, mencione nos comentários.

Muita coisa boa, interessante, anda acontecendo no rock. Músicos talentosos, inteligentes, virtuosos, mas nada que chegue ao ponto de empolgar, de dizer: "ISSO É ROCK N' ROLL, PORRA!". Muita luz pra pouco som. Muita luz pra pouca imagem. Onde estão os novos rockstars? Será que se escondem em garagens, bares, tabernas, ou computadores? Onde está a linha deixada por Elvis, Paul, Lennon, Jagger, Jim, Joey, Sid, Ozzy, Freddie, Tyler, Slash...?

Há uns dias, eu estava assistindo um vídeo de uma dessas bandas indies (famosinhas atualmente). O som era legal, mas a performance (que performance?) uma merda! "Ah, mas o que importa é somente a música" - O caralho! E mais uma vez me pergunto: Onde estão os novos rockstars?

Rock Star (2001): Em meio aos anos 80, Chris Coles (Mark Wahlberg) trabalha como vendedor em uma loja ao mesmo tempo em que é vocalista de uma banda cover de seu grupo de heavy metal predileto, o Steel Dragons. Até que sua vida muda por completo quando o vocalista da banda deixa o grupo e os demais integrantes o convidam para substituí-lo. (veja o trailer)

Os tempos mudam, sim, muitas coisas se extinguem, porém rockstars não devem se extinguir. São símbolos de gerações, são ícones. E eu novamente pergunto: Onde estão os novos rockstars?


Obs: Optei pelo vídeo dos Rolling Stones, pois considero Mick Jagger, o maior rockstar de todos os tempos. "It's only rock and roll"!

* trecho retirado da página sobre Kurt Cobain no site Wikipédia

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rio

Rio I
30/09/2011 (sexta) - Cuiabá> Brasília> Rio de Janeiro... 11:00h - Desembarque no Santos Dumont. Van para o hotel. Instalação no hotel. À procura de um restaurante próximo ao hotel. Almoço em um restaurante próximo ao hotel. Praia de Copacabana. Volta ao hotel. Dor de cabeça. Muita dor de cabeça. Analgésico. Sono - dormindo... 20:00h -  acordando. Sem dor de cabeça. Hall do hotel. Jornal. Anúncio: "BLITZ - Ao Vivo no Circo Voador. Part. Esp: Darryl Jones (baixista do Rolling Stones)". Diálogo com Viktor Hugo: "Let's go?" - "Yes". Táxi. Lapa. Circo Voador. Chopp. Circulando. Ahn? Evandro Mesquita e Darryl Jones. Diálogo com Evandro: "Podemos tirar uma foto, Evandro?" - "Claro". Diálogo com Mr. Jones: "A photo please?" - "Yeah!". Foto. Diálogo com Evandro: "Valeu Evandro!" - "Pô cara, tu conseguiu uma foto com Darryl Jones, valeu!". Diálogo com Jones: "Thank you Darryl!" - Darryl balança a cabeça e sorri.


01/10/2011 (sábado) - 09:30h - acordando... "Onde estou? Ah, sim.". Banho. Café. TV. Tédio. Hall do hotel. Diálogo com o recepcionista do hotel: "Sabe alguém que faz tour pelo Rio?" - "Sim...". Um dia de tour pelo Rio: Lapa. Morro da Urca. Bondinho. Pão de Açúcar. Feijoada. Pausa. Maracanã (fechado p/ reforma). Praça da Apoteose. Corcovado (braços aberto sobre a Guanabara). 17:00h - De volta ao hotel. Janta: Big Tasty c/ Coca-Cola e fritas.


Rio II
02/10/2011 (domingo) - 07:00h - acordando... - Banho. Café. Caminhada pela orla de Copacabana. Copacabana Palace. Skank! Foto com Henrique Portugal. Foto com Lelo Zaneti. Caminhada. Camisetas Rock in Rio, duas. Volta para o hotel. Banho. Camiseta Guns N'Roses. Rock in Rio, Let's Go! Ônibus Rock in Rio. Viagem em pé. Copacabana - Barra. Finalmente, Cidade do Rock! Entrada. Palco Sunset. Final do show The Monomes + David Fonseca. Água. Tom Zé entra no palco. Figura! Que show!. Mutantes entram no palco. Delírio! Focos e focos de maconha. Fim do show, aplausos. Bravo! Próxima atração: Marcelo Camelo. "Oh não, o cara mais chato da música brasileira". Pensamento confirmado pelo show bem sem graça. Mallu Magalhães (outra chatinha) também estava por lá. Fome. Sede. Bobs. Volta pela Rock Street. De volta ao palco Sunset. Onde está todo mundo (?) Lugar garantido na frente. Muito tempo depois: Titãs e Xutos e Pontapés.  Loucura. Épico. Histórico. Malu Mader aparece na área da imprensa. Ivo Meirelles também.Um dos melhores shows do Rock in Rio. Fim de show. Água, mais água. Palco Mundo. Fundo. Final do show do Evanescence. "Droga. Preciso dar um jeito de ir pra frente". Empurra, empurra. Seguindo o vendedor de água. Yes! Ponto de transmissão do Multishow (Onde Beto Lee apresenta os shows). Mesmo assim, ainda está longe. Começa System of a Down. Rodas punks se formando a cada minuto. Empurra, empurra, e frente, frente, frente. Fim de show. Fãs do System saem em massa. Gunners entram. YEAH! Próximo à grade do palco mundo. Visão perfeita! Chuva. Chuva? Eba. "Tá, já tá na hora né?". "Sabia que ia atrasar". "FILHA DA PUTA! FILHA DA PUTA...". "Uuuuh". "GUNS - N' - ROSES, GUNS - N' - ROSES". "It don't really matter, gonna find out for yourself". A Cidade do Rock foi abaixo! Sem controle dos movimentos de tanta dor. Foda-se quem achou ruim. Show do caralho. Inesquecível!!!! Sem mais.

03/10/2011 (segunda) - 05:00h - Fim do show do Guns N'Roses. Fim do Rock in Rio 4. Lama por toda Cidade do Rock. Saída. 07:00h Chegada no hotel. Banho. Café. Mala. Adeus. Aeroporto. Dez minutos para o embarque, e... a câmera ficou no hotel. Ligação para o hotel. Realmente, a câmera ficou. Não dá mais tempo. Solução: Sedex. Paciência. 13:00h - Rio de Janeiro> Brasília > Cuiabá. 17:45 - Aeroporto Marechal Rondon. "Meu Deus, que calor!"


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rock in Rio


Daqui a algumas horas, começa um dos maiores festivais de música do planeta: o Rock in Rio. Essa é a quarta edição brasileira do festival, e traz grandes nomes da música nacional e internacional.

O Rock in Rio tem sido muito criticado por escalar artistas "avessos ao rock". Acho isso besteira, o Rock in Rio sempre foi um festival de música em geral. Na primeira edição, em 85, tocaram: Ivan Lins, Gilberto Gil, Eduardo Dusek...; na segunda edição, em 91: Moraes Moreira com Pepeu Gomes, Lobão (que se apresentou acompanhado de uma bateria de escola de samba e foi atacado por copos e garrafas)... na terceira, em 2001: Pato Fu, Sandy & Junior, Britney Spears, Carlinhos Brown (que também recebeu garrafadas, na minha opinião, por desorganização do Rock in Rio que o colocou pra cantar no mesmo dia do Oasis e Guns N' Roses). Agora, diante do line up, os mais "rejeitados" pelos roqueiros são: Cláudia Leitte e Ivete Sangalo, as "rainhas do axé". A Cidade do Rock oferece também muita diversão, como montanha russa, roda gigante, bares e lanchonetes, espaço com música eletrônica, Rock Street (rua inspirada em Nova Orleans com diversas apresentações), e muito mais. Então se não tá afim de ver algum show, não atire objetos, vá se divertir pela Cidade do Rock.

Palco Mundo: A abertura - que já estou ansiosíssimo pra assistir (pela tv, infelizmente) - será mais um encontro entre as melhores bandas do Brasil: Paralamas do Sucesso e Titãs, acompanhados pela Orquestra Sinfônica Brasileira. Quem também participa da estreia do Palco Mundo é Maria Gadú (cantando "Lourinha Bombril" com Titãs e Paralamas) e Milton Nascimento (fazendo dueto com Freddie Mercury pelo telão em "Love of my Life"). Repito: Estou ansiosíssimo pra ver isso.
Outros shows que irão acontecer no mesmo palco, e que não perderei por nada, são: Red Hot Chili Peppers (24), Motorhead, Metallica (25), Stevie Wonder (29), e... (?) esse vou deixar pro final.

Palco Sunset: Acredito que haverá muita coisa boa nesse palco. Misturas épicas, encontros inusitados e experiências únicas. Me chamam a atenção: Ed Mota+Rui Veloso+Andreas Kisser _ Sandra de Sá+Bebel Gilberto _ Tulipa Ruiz+Nação Zumbi _ Mike Patton/Mondo Cane+Orquestra de Heliópolis _ Erasmo Carlos+Arnaldo Antunes _ Mutantes+Tom Zé _ e ... (?) esse vou deixar pro final.

Pensando bem, vou logo pro "final".
Eu não poderia perder a oportunidade de ir ao Rio de Janeiro assistir as minhas bandas favoritas tocando no mesmo dia, o último dia, 02 de outubro. Os Titãs tocam com a banda portuguesa Xutos & Pontapés no palco Sunset. Sim, Titãs, minha banda favorita. No palco Mundo, o Guns n' Roses fecha o Rock in Rio 2011. Yes, Guns n' Roses, my favorite band. O GN'R que é alvo de duras críticas atualmente. Comentários do tipo: "Ah, o Guns já era depois que o Slash saiu", ou, "Axl não canta mais nada, é apenas uma sombra do que foi". Mesmo Axl sem a voz de 20 anos atrás e uma formação de músicos "desconhecidos", o Guns continua sendo my favorite band. Os músicos "desconhecidos" são músicos excelentes, e Axl Rose, "velho e desafinado", como dizem, coloca muitos rockstars da nova geração no chinelo. O mesmo vale para os Titãs, que volta e meia são mencionados por ignorantes críticos musicais, como "a banda que se vendeu". E também não fogem dos comentários de que a banda é a própria sombra, ou que Nando/Arnaldo saíram e agora a banda não presta.
Se o Guns e os Titãs são as "sombras do passado", eu afirmo: essas sombras são do caralho!


Então preparem-se. Soltem os cintos, o Rock in Rio vai começar!!!!


sábado, 3 de setembro de 2011

Cinema Mudo

Desde o início do cinema, inventores e produtores tentaram sincronizar imagem e som, mas nenhuma técnica deu certo até a década de 20. Durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos, acompanhados muitas vezes de música ao vivo, efeitos especiais, narração ou diálogos escritos entre cenas.
Charlie Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo. Um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco, uma bengala e um pequeno bigode, era a caracterização de seu personagem mais famoso, O Vagabundo.
Tenho Chaplin como um dos maiores gênios do cinema. Meu filme favorito é O Garoto, que conta com um roteiro sensacional, envolvendo comédia e drama na medida certa. Divertido e emocionante do início ao fim.

No Brasil, em 1983, Os Paralamas do Sucesso lançavam seu primeiro disco: Cinema Mudo.
Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone começavam a se destacar na cena musical brasileira. Algumas músicas do álbum ainda são hits nos shows da banda, como "Vital e sua moto". Um disco divertido e contagiante da primeira à última faixa.

"Amor sem palavras, cinema mudo. Não falo nada, você sabe tudo". A letra de Herbert talvez possa descrever os tempos de Chaplin. E o que descreve o cinema atual? Ação, tridimensão, alta definição, tudo muito bom, porém algo se perdeu pelo caminho. Sem generalizar, mas ultimamente muitos cineastas estão preocupados apenas com o visual de seus filmes, e acabam deixando de lado o conteúdo, a emoção, o sentimento, a expressão e a comunicação.
O cinema contemporâneo está se tornando cada vez mais vazio, está se tornando um verdadeiro "cinema oco".

domingo, 28 de agosto de 2011

Camaleão



Pelas ruas de uma pequena cidade do litoral paulista, o italianinho caminha tranquilamente. Com documento de identidade e CPF, Cesare Battisti começa a viver fora da clandestinidade, no Brasil. Dio mio, refúgio perfeito. Adapte-se ou morra. Italiano verde e amarelo, camuflado como um camaleão.

Impecável! Maria Gadú e Caetano Veloso juntos é, sem dúvida, a combinação perfeita entre o canto e o encanto. Um dos melhores projetos musicais do ano. Caetano e Gadú passeiam tranquilamente por suas canções. Refúgio mais que perfeito. Brasileiros verde e amarelo. Gerações distintas, gerações unidas.

Battisti caminha contra o vento, agora com lenço e documento. "Ser, querer ser, merecer ser um camaleão... adapte-me ao seu ne me quitte pas", canta Battisti.